domingo, 14 de junho de 2015

Cards da família

      

     Pokemon é a preferência atual do Caio. Aliás, já é há bastante tempo. Ele começou com os bonequinhos trocados por duas moedas naquelas maquininhas, sobre o que até já fiz postagem aqui: http://caio-meufilholindo.blogspot.com.br/2014/06/pokemon.html 

       Desde o início deste ano letivo, Caio (e todos os meninos do mundo, eu acho) estão na onda dos cards pokemon. São vendidos em envelopes, baralhos (que eles chamam de decks), latas e jogos, como os "kits do treinador pokemon". Não sei bem todos os tipos, só sei que são caros. E os cards mais raros são muito caros! Ex e Mega Ex, às vezes encontro alguns destes por mais de 100 reais na internet... uma cartinha só!!! De modo que tive a brilhante ideia de fabricar algumas cartas pegando imagens na internet. Caio adorou! Principalmente porque ele podia assim ter as cartas mais fortes, ou velozes, ou com maior poder de dano. Levou pra escola, mostrou pros amigos, deu algumas. Resultado: outras mães acabaram embarcando nessa, a pedido dos filhos. E assim alguns trocados foram economizados... mas nem tanto: haja tinta da impressora!!!

Cartas "piratas"? Claro que não...


      No seu aniversário, em março, Caio pedia pra todos os familiares as tais cartas. Ganhou uma lata de mim e do Antonio, um baralho da avó e mais um outro baralho de um amiguinho. Ficou todo feliz!!!




       Essas cartas já deram em muita confusão. No início, Caio era muito, mas muito ingênuo mesmo, e se deixou enganar várias vezes por colegas mais velhos de outras turmas e principalmente na creche. Chorou muito. Os irmãos ensinavam, aconselhavam... Mas Caio não reagia. Tive de proibi-lo de trocar cartas ou jogar valendo. Ficou alguns dias de castigo sem poder nem tocar nestas cartas. Enfim... agora ele está mais atento, não brinca com qualquer um, já sabe quem são os colegas "espertos" (no mau sentido da palavra) e os evita. Vivendo e aprendendo...

       Então. Essa postagem é, na verdade, para mostrar que a imaginação do Caio não tem limite. Como fazia antes, ele inventa suas próprias cartas pokemon e brinca com elas. Mistura conceitos, elege sentimentos, usa sua percepção do mundo que o cerca. E assim nasceram os "cards da família"... Muito curioso é saber o que (características, hábitos, atitudes) ele observa em cada pessoa retratada no card...

      Pena que na digitalização as imagens não ficaram muito nítidas!
Poderes dos membros da família:
Antonio (pai) - soltar pum e estacionar
Karla (mãe) - dar chinelada, castigo e mexer no celular
Pedro (irmão) - tocar (guitarra)
Caio (ele mesmo) - brincar e jogar



Marco (tio) - esmagar (Caio se refere aos abraços apertados)
Davi (sobrinho ainda bem bebezinho) - chorar e mamar



Sérgio (tio) - Fazer frango e bater
Vovó Iria - Fazer comida, dar yacult e "me" beijar
Mariana e Eduarda - amor e beijo.

Que fofooooo! E que perspicaz em alguns casos!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Deixando ou não

      - Mamãe, posso ir pra praça?
      - Pode.
      - Eu te amo, você deixando ou não, sabia?

Cara a Cara


      Caio ganhou este jogo de presente de aniversário este ano. 

      "É loiro? Tem olhos castanhos? A cada rodada uma pergunta diferente, vence aquele que tiver a melhor estratégia para descobrir a carta sorteada pelo outro...", diz a propaganda do jogo.

      De fato, fazer as perguntas certas e usar de estratégia para fazê-las é o que garante a vitória. O jogador deve explorar as características físicas: qual é a cor do cabelo, se é careca, usa chapéu, usa óculos, se é homem ou mulher (pergunta que não pode ser feita nas primeiras rodadas, diz a regra do jogo), qual é a cor dos olhos, cor da pele, usa barba, bigode... por aí vai.
      Mas o Caio, né... é o Caio.
      Jogando com ele neste feriadão sem viagem, ele inicia o jogo:
      - Tem cara de sábio?
      - Heim? Como?
      - Cara de sábio.
      - Caio, você tem de perguntar se usa chapéu, se os olhos são azuis... - tento ensinar. Outra rodada, é a vez do Caio de novo:
      - Tem orelha de burro?
      - Caio! Como assim "orelha de burro"?
      Ele tenta explicar:
      - Orelha assim, ó! - e faz um gesto.
      - Caio, pergunta se a orelha aparece ou não.
      Outra rodada:
      - Tem cara de sorridente?
      - Ah, Caio! Sei lá! Não dá pra ver isso!
      - Dá sim, mãe!- ele já está impaciente comigo.
      Na vez seguinte, Caio continua:
      - Tem cara de simples?
      - ...

      Aí eu ri, né... cara de simples... fiquei olhando para ele, que esperava, sério, a minha resposta. Foi aí que percebi que o meu filho tem um jeito especial de ver o mundo... Um jeito todo dele... que às vezes percebe detalhes... que vê além das aparências, talvez... 



Terrestre x Aquático

         Na viagem a Paraty, em janeiro desse ano (graças ao "caderno de viagem" tenho esse registro)...

         Quarta, 28 de janeiro de 2015
      Caio é muito engraçado. Depois de tanto brincar na água, ele declara:
      - Mãe, cansei de ser aquático. Agora quero ser terrestre, quero brincar na sala. Me enxuga?


segunda-feira, 1 de junho de 2015